Onde deixei esquecidas as palavras, as rimas, os versos?
Onde foi que a 'cala' deu lugar à fala?
Houve um dia em que eu era mais tímida
E tinha contida minha fala.
Então, deitei no colo da palavra escrita
Fiz rimas de minha vida e p'ra a poesia fiz sala.
Deixei no papel meus protestos, meus versos...
Versos os quais guardei no coração, no diário, na lembrança.
A poesia é o colo que acalenta e (en) canta
A palavra que ama e imortaliza o verso.
A minha poesia não guardei, nem esqueci.
Está apenas adormecida em mim,
À espera do sopro da vida,
P'ra em momentos de fala ou de cala
Se eternizar em minh'alma,
Em cada momento que vivi.
(Moon, Ago/2002)
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