sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Onde guardo a poesia

Onde guardo a poesia?
Onde deixei esquecidas as palavras, as rimas, os versos?
Onde foi que a 'cala' deu lugar à fala?


Houve um dia em que eu era mais tímida
E tinha contida minha fala.
Então, deitei no colo da palavra escrita
Fiz rimas de minha vida e p'ra a poesia fiz sala.

Entreguei ao pincel meus medos, meus segredos.
Deixei no papel meus protestos, meus versos...
Versos os quais guardei no coração, no diário, na lembrança.

A poesia é o colo que acalenta e (en) canta
A palavra que ama e imortaliza o verso.

A minha poesia não guardei, nem esqueci.
Está apenas adormecida em mim, 
À espera do sopro da vida,
P'ra em momentos de fala ou de cala
Se eternizar em minh'alma,
Em cada momento que vivi.


(Moon, Ago/2002)

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