Cresci no meio do mato
Despida corri rios
Nunca sonhei com navios
Andei de pés descalços.
Sonhei com galã de revista
Apanhei sem sangrar
Nunca gostei de tolerar
Vi o sol com meus olhos de ametista.
O tempo passou depressa
Meus cachos continuam dourados
Meus olhos agora cansados
A alma sempre sincera.
Sou essa mulher forte
Outrora sou louça, cristal
Meu bem é nunca desejar o mal
Sou talho sangrando sem corte.
Sou chuva e sol num só dia
Sou braço erguido e a tocha
Sou o abraço do mar e a rocha
Se insistirem sobre o meu nome
Digam apenas: MARIA.
Moon, Nov/1996.
(Para minha Mãe)
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