sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Me chamo Maria

Cresci no meio do mato
Despida corri rios
Nunca sonhei com navios
Andei de pés descalços.

Sonhei com galã de revista

Apanhei sem sangrar
Nunca gostei de tolerar
Vi o sol com meus olhos de ametista.

O tempo passou depressa

Meus cachos continuam dourados
Meus olhos agora cansados
A alma sempre sincera.

Sou essa mulher forte

Outrora sou louça, cristal
Meu bem é nunca desejar o mal
Sou talho sangrando sem corte.

Sou chuva e sol num só dia

Sou braço erguido e a tocha
Sou o abraço do mar e a rocha
Se insistirem sobre o meu nome
Digam apenas: MARIA.

Moon, Nov/1996.


(Para minha Mãe)

Nenhum comentário:

Postar um comentário