sábado, 30 de novembro de 2013

Não quero nada do mundo,
Quero tudo de mim!

E a luz da lua beijando todo o mar.

E o pôr do sol, do ser
Despindo-se bem devagar, bem devagar, bem devagar...

(Moon, Jan/1994)

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

E quando você disser:
"Um dia a gente se encontra!"
Eu vou rir de você
Porque a gente nunca se perdeu.

Ainda tem você no jeito que eu como, falo, arrumo a casa, me calo...
Ainda tem você no que há de melhor em mim.
E é vida que segue...

Por que um grande amor acaba?
Acaba?!

Sei não... Acho que todo amor é grande
E como tal, resta imortal!    
Sem dor, sem urgência, puro, leve como a alma.

Moon, Nov/2013.
(Para todos os meus amores)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Eu e Mar


Então atirei-me ao mar
De corpo e alma!

Suas ondas formavam cachos emaranhados
Onde eu me deleitava com prazer
E era por demais feliz.

Ele me dava o ar,
Eu lhe dava amor,
Ele me dava amor e eu...
Eu já era mar!

Éramos ímpar de tão perfeito par.
E aqui estou:
Mar que sou, mar que vou,
Águas claras.
Hei de morrer água!

(Moon, 1995, para Mar Moreno)

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Negro Novembro


   Ah... Esse novembro negro!
        Quem chama, que vê?
              Essa pele escura, esse punho serrado,
                  Me betuma o corpo, me tem chamado,
                     Clama por um Deus que chama.
                        Quem vê?
                            Esse negro sou eu, é você!
                               Somos todos Olhos d'África, Zumbi dos Palmares,
                                    Mandela, Anastácia, 
                                      Herdeiros de Kunta Kinte!

Moon, Nov/2013.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Fragmentos - Parte II

O beijo e a faca

O beijo encontrou na faca
Uma forte aliada para o seu poder de sedução.
A faca, lisonjeada com a escolha, sorri
Por saber que dilacerou mais um coração.
E o beijo?
Este sorri ainda mais, por que roubou a vaidade da faca.


A menina e o chão

Um céu deitou-se por cima de Clara
Que há horas, deitada em sua cama de menina,
Sonhava com o príncipe que deveria estar no seu céu.
O príncipe, numa repentina aparição,
Lhe trouxe flores, lhe fez amores,
Acordou Clara, sumiu com o seu céu,
Deu-lhe um chão.

Moon, Out/1996.

sábado, 16 de novembro de 2013

Fragmentos - Parte I

"O poeta e a dor"

E então a dor disse ao poeta, num tom muito desaforado,
Que este lhe pertencia.
O poeta apenas sorriu, lisonjeado que estava, 
pois só ele sabe que às vezes é preciso a carne judiada,
para que venha a poesia sentar-se à sua sala.


"A mulher e a corda"

A corda, tentando equilibrar-se sob os pés da fêmea decidida,
cai em suicídio, diante da força do frágil.


"As asas e o abismo"

O homem com as asas abertas e risonhas
Alça voo em seu próprio abismo.
Ignorando sua humana condição, assusta-se
Ao dar-se conta de que só o abismo lhe pertence.

                                                                                                                     

   Moon, Out/1996.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Não por mim


Não chore por mim
Nem uma gota da sua solidão.
A solidão é um vazio,
É a sua vaidade te convencendo que você se basta
Enquanto o mundo permanece girando, girando...
Com ou sem você.

Não espere por mim
Nem uma batida do seu coração.
O coração é um mundo todo!
É o olho da criança faminta,
Quando a fome não é por comida,
Enquanto o mundo permanece faminto, faminto...
Com ou sem você.

Não sofra por mim
Nem uma reza 'pros' seus pecados.
O pecado é a redenção.
É o pássaro te salvando da sua prisão
Enquanto o mundo permanece
Girando, faminto e pecando
Com ou sem você.

Moon - Out/2013

Pode entrar!

Sintam-se em casa, dividam comigo minhas alegrias, dores, amores, sentimentos vivos, tortos, mas nunca mortos, jamais!
Tudo vive dentro de mim, todo segundo pulsa e por isso a vontade de partilhar. Se te servir como serve a mim, que bom!

Todos os direitos do tempo e do não pertencimento, uma vez soltos ao vento, deverão ser creditados à autora.

Sejam bem-vind@s!
Moon.