À sua mãe ela confiou todos os medos e toda virada de ano o mesmo ritual: flores ofertadas em gratidão, pedidos de paz e proteção renovados, pés que bebem água na beirinha lavando a alma, olhos que miram o horizonte sem pressa, rodando o filme do ano que finda.
Naquele 31 de dezembro, ela contou 5 conchas com os olhos, cada qual um presente, se despiu inteira, bateu cabeça pro mar e nunca mais foi vista.
Dizem que ela finalmente encontrou sua morada. Outros dizem que a viram vagando ora nas conchas, ora num barco, no cais, nas ondas...
Desde que fez do mar sua morada, ela vive assim, livre, plena de si, refazendo cada gota que derramou pelo caminho e à cada mergulho ela renasce!
Desde que fez do mar sua morada, ela vive assim, livre, plena de si, refazendo cada gota que derramou pelo caminho e à cada mergulho ela renasce!
Moon. Dez. 2017.

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