Que me venha a chuva
E limpe a nossa casa,
Mas que não seja chuva demorada
Pra não tornar-se chuva chata.
Que me venha a chuva
E carregue os maus presságios,
Mas que não seja chuva forte
Pra não levar também a sorte.
Que a chuva caia
E penetre até o mais profundo que alcançar o chão
Pra que limpe a casa do homem
Quando a morte o levar.
E assim, ele não depare com o solo que sujou quando vivo,
Quando a chuva não tinha vindo ainda e levado todo o azar.
Que me venha chuva pura
E limpe nossa alma
Pra que o homem aprenda a enxergar
O que está além dos olhos,
O que nem ele mesmo consegue criar,
O que se ele tiver um pouco de sorte
Quem sabe ele venha encontrar?
"O homem vale tanto, que ao morrer vai pra debaixo da terra se juntar às formigas"
Moon, Jan/1992
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