Uma gota de chuva caindo n'água
formando um círculo,
abrindo espaço para o nada.
As folhas movem-se com o vento...
Uma cai e flutua ao léu, livre como o tempo.
As ondas cavalgam em ritmos lentos,
atiram-se nas pedras e refazem-se sem ferimentos.
Estações vêm e vão, trazem consigo os ares,
ares de bonança e paz em nossos lares.
Um pássaro pousa na beirinha da praia contemplando o mar
enquanto não vem a espuma branca, que a areia teima em sugar.
O sol brilhando num finalzinho de tarde.
Só não brilha mais que seus olhos, um brilho que me invade.
A chuva traz a gota que displicente cai n'água,
formando um espelho maranhado onde pode-se ver
a folha flutuar ao léu, ao nada,
carregada pelo vento, o mesmo que move as ondas
numa sequência lenta e harmônica.
As ondas que trouxeram a espuma,
que espantou o pássaro à ronda.
E ele voou rumo à liberdade,
em direção ao sol brilhante
que nesse momento levava consigo,
o tempo entre os ventos
e seus olhos cintilantes.
Moon, Set/1991.
(Para Tininha)
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