2014: fazer o que é possível, sonhar com o que virá para que as sementes possam vingar no momento oportuno!
2014: estar sempre a postos para o que vier e quando vier, saber reconhecer a oportunidade e se permitir aprender na caminhada, sabendo que nunca estará pronto!
2014: criar expectativas é bom para nos impulsionar, mas não vou desanimar se elas não se cumprirem no tempo ou como gostaria. Aprendi jogando basquete que para dar um impulso é preciso abaixar e além do mais, meu salto será do tamanho do meu sonho!
2014: estar mais perto dos amigos e de quem realmente amo; cobrar menos de mim e menos ainda daqueles que não me ligam, não me mandam uma mensagem com um "oi", justificada pela correria do mundo, ou por nada; continuar cada dia mais baiana só de pirraça contra a correria do mundo, ou por tudo!
Moon, Dez/2013.
O que restou do amor?
Hoje me assustei
Quando vi nossa vida inteira
Dentro de uma caixa suja de bolor.
As fotos, as cartas, o cheiro..
Tudo me pareceu intenso e frio,
Como as chuvas de janeiro.
O abraço, o laço, o beijo...
Tudo ali imaculado,
Como a reza e o milagreiro.
Então, peço que leve, lave e louve
Por ser inteiro!
Moon, Jan/2012.
(Para Dani)
Ah, esse dezembro nêga...
Me chama, me quer.
Essa sua pele escura,
Esse abraço quente...
Me betuma o corpo,
Me perfuma a mente,
Me ama, mulher.
Essa negra menina, é você!
Se somos todos Olhos d´África,
Herdeiros de Kunta Kinte,
Não importo de ser sua escrava,
Me rendo e ajoelho aos seus pés.
Me mato em seus beijos,
Me atiro no seu convés.
Serei mar do seu navegar,
E os dias de sol do seu viver.
Moon, Dez/2013
(Para Érica)
Uma gota de chuva caindo n'água
formando um círculo,
abrindo espaço para o nada.
As folhas movem-se com o vento...
Uma cai e flutua ao léu, livre como o tempo.
As ondas cavalgam em ritmos lentos,
atiram-se nas pedras e refazem-se sem ferimentos.
Estações vêm e vão, trazem consigo os ares,
ares de bonança e paz em nossos lares.
Um pássaro pousa na beirinha da praia contemplando o mar
enquanto não vem a espuma branca, que a areia teima em sugar.
O sol brilhando num finalzinho de tarde.
Só não brilha mais que seus olhos, um brilho que me invade.
A chuva traz a gota que displicente cai n'água,
formando um espelho maranhado onde pode-se ver
a folha flutuar ao léu, ao nada,
carregada pelo vento, o mesmo que move as ondas
numa sequência lenta e harmônica.
As ondas que trouxeram a espuma,
que espantou o pássaro à ronda.
E ele voou rumo à liberdade,
em direção ao sol brilhante
que nesse momento levava consigo,
o tempo entre os ventos
e seus olhos cintilantes.
Moon, Set/1991.
(Para Tininha)
Eu te amo
E por tanto amar-te, morri.
Depois ressuscitei.
Aos pés de Cristo chorei, sofri.
De tanto sofrer
Por impotente eu ser... Adormeci.
No meu leito doente
Pensando inutilmente, senti:
Que nada podia fazer
Para você não mais sofrer
Então, novamente morri.
Só me refiz em pensamento;
No peito há tanto sofrimento, me desfiz.
Só que o meu amor é tão forte
Que me deu melhor sorte: eu renasci!
Renasci para ajudar
Você a levantar-se. Segui.
Numa súplica a meu Deus
Pedi uma luz ao pedido meu. Sorri.
Pois Ele me sorriu e disse:
"Basta amar e não sofrer,
Basta ajudar no que puder
Porque eu farei o resto.
Eu escrevo em linhas tortas, mas sempre certo.
Eu ajudo a quem precisa e merece,
Eu sei ouvir as súplicas e as preces."
Por fim, eu não mais morri, ou adoeci, ou sofri.
Eu te amo tanto
E por acreditar neste amor
Eu simplesmente, dormi.
Moon, Mar/1992.
(Para minha Mãe)
Sou como um pássaro,
Mas voo infinito.
Canto muito alto,
Adormeço meu grito.
Sou como o vento:
Sopro em todos os lugares,
Bailo em seus pensamentos,
Sussurro nos ouvidos dos mares.
Sou um humano:
Outrora sofro, outrora ardo,
Mas odeio, mais amo.
Quanto mais me exponho, mais me guardo.
Moon, Mar/1996.